Aulas de danças típicas do Maranhão (Gratuitas)

Aquarela - Associação de Cultura da Candangolândia em parceria com o grupo Cacuriá Filha Herdeira esta trazendo para Candangolândia Aulas de danças Maranhenses, Cacuriá e Bumba meu Boi.

Ministrada pelo dançarino do grupo Cacuriá Filha Herdeira, Santa Rosa




Cacuriá Filha Herdeira

      O Cacuriá é uma dança folclórica típica e cultural do Maranhão, foi criada há aproximadamente 32 anos no interior da capital e levada para a cidade de São Luís, por Dona Florinda e o Senhor Lauriano, mais conhecidos como: Filoca e Lauro.
O Cacuriá foi criado a partir do carimbó de caixa (instrumento de batuque), que era tocado com a caixa da Festa do Divino Espírito Santo.
A sua dança é coreografada, cheia de simbolismo, e cada passo da dupla transmite a manifestação da cultura, crenças e costumes do povo. É uma dança alegre, criativa, sensual e envolvente. As letras das músicas transmitem elementos da natureza, isto é; as brincadeiras de crianças e nossas cantigas de roda onde se falam dos anseios do povo. É uma forma de preservar e cultuar nossas tradições e conhecimentos populares.
O grupo "Cacuriá Filha Herdeira", foi fundado na cidade de Sobradinho, em maio de 1993, por Dona Elisene de Fátima, filha de Dona Florinda e Seu Laurindo, criadores do cacuriá em São Luís do Maranhão (conforme conta em registro realizado pela pesquisadora de cultura popular em São Paulo, Paula de Fátima, responsável pelo Fórum Nacional de Cultura Popular), já tendo completado 10 anos na cidade.
Vale repetir que o grupo "Cacuriá Filha Herdeira", é o único representante em Brasília, e quem sabe do Brasil a manter a verdadeira tradição do cacuriá com suas danças, indumentárias, músicas e instrumentos de caixa. A matriarca do grupo, Elisene de Fátima, é filha e legítima herdeira dos criadores desse folguedo popular.
O cacuriá em Brasília teve como sede o Centro de Tradições Populares de Sobradinho por 12 anos hoje busca o seu próprio espaço e conta com a participação de 10 pares de dançarinos e 05 instrumentistas, 04 coordenadores completando um número de 29 integrantes ao todo.
Existe hoje em Brasília, um grupo de pessoas que estão trabalhando no recolhimento de papéis e documentos que comprovem quem de fato criou esse folguedo e também quem são seus legítimos herdeiros e representantes. A intenção desse trabalho de pesquisa é finalmente realizar e recuperar material suficiente para se fazer à solicitação de tombamento de mais essa manifestação cultural.




Bumba meu Boi


O enredo da festa do Bumba-meu-boi resgata uma história típica das relações sociais e econômicas da região durante o período colonial, marcadas pela monocultura, criação extensiva de gado e escravidão. Numa fazenda de gado, Pai Francisco mata um boi de estimação de seu senhor para satisfazer o desejo de sua esposa grávida, Mãe Catirina, que quer comer língua. Quando descobre o sumiço do animal, o senhor fica furioso e, após investigar entre seus escravos e índios, descobre o autor do crime e obriga Pai Francisco a trazer o boi de volta.
Pajés e curandeiros são convocados para salvar o escravo e, quando o boi ressuscita urrando, todos participam de uma enorme festa para comemorar o milagre. Brincadeira democrática que incorpora quem passa pelo caminho, o Bumba-meu-boi já foi alvo de perseguições da polícia e das elites por ser uma festa mantida pela população negra da cidade, chegando a ser proibida entre 1861 e 1868.
O atual modelo de apresentação dos bois não narra mais toda a história do 'auto', que deu lugar à chamada 'meia-lua', de enredos simplificados. Atualmente, existem quase cem grupos de bumba-meu-boi no Estado do Maranhão subdivididos em diversos sotaques. Cada sotaque tem características próprias que se manifestam nas roupas, na escolha dos instrumentos, no tipo de cadência da música e nas coreografias.


No momento não esta tendo aulas por falta de turmas.





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